sábado, 3 de octubre de 2009

Pecado e correção


"Porque o Senhor corrige a todo o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho". (Hb. 12:6)


Durante muito tempo-acasso sempre-tenho me garantido. Minha soberba tem me garantido. Confesso que sempre me dei bem, sem erros nem pecados aparentes. Parecia que meu caráter, minha educação, meus padrões de vida aprendidos desde criança me ajudavam a ser uma pessoas exemplar, à qual todos admiravam e elogiavam. Isso foi cauterizando minha mente e a percepção de mi mesma de tal maneira que pouco conseguia me enxergar. Contudo, como boa presbiteriana, sabia e reconhecia minha natureza pecadora, mas este reconhecimento era quase um reconhecimento da teologia da libertação:pareciam pecados sociais, por atacado, mas não uma coisa individual, pessoal; parecia que nada me atingia. Tudo dava certo para mim, e em certa medida me achava especial, queridinha de Deus. Passei assim bastante tempo, me garantindo e tendo reconheciemnto de todas as pessoas que me rodeavam.
Mas, como boa presbiteriana, creio que Deus permite até nossos pecados para ensinar-nos alguma coisa. Eu tenho aprendido. Eu tenho pecado.Confesso que tenho pecado em algo que jamais pensei que poderia cair. Durante muito tempo me achei forte demais, capaz, por cima das coisas, inatingível, reta; tanto para agir como para exigir dos outros. Sabi que Deus não tinha nada mau que dizer a meu respeito; parecia que tinha algum credito no céu, embora na minha mente tenha clara a doutrina da justificação.
Fui fariseia, confesso. Durante muito tempo fui o que sempre odiei, e só agora consigo enxergar verdadeiramente minha fraqueza, debilidade, pobreza, pecado e podridão. Posso concordar com Nietzche no titulo do seu livro “Humano, demansiado humano”, pois de nada vale querer aparetar ser reto, inatingúvel, justo na nossa justiça. Em um dia de jejum e oração Deus me corrigiu pela sua Palavra. Jamais o tinha feito assim tão duramente. Pude sentir o zelo e a ira de Deus sobre minhas ações. Fui fortemente corrigida e exortada. Nesse momento pude var varias coisas: o choro da minha mãe, minha vergonha publica, a frustração de todos meus planos, a vergonha que provoquei ao Reino de Deus.
Nunca havia tido esta sensação no meu coração. Um malestar e um verdadeiro arrependimento e culpa. Sempre pedi a Deus para poder sentir culpa pelos meus erros, pois antes nunca havia sentido culpa, apenas um pensamento de culpa, mas nunca um sentimento de culpa. E Deus hoje me corrigiu e culpou.
Mas, a pesar de ouvir e sentir as duras palavras de Deus, pude sentir que sua correção era amorosa, promovida pelo amor e preocupação, não por uma justiça por justiça. “Deus corrige a quem ama”, e se sou amada sou corregida. Senhor, corrige-me!ama-me!. Preciso do teu amor na mesma medida que preciso tua correção.
Senhor, obrigada por em amar e corregir, por permitir ver minha fragilidade e podridão, minha ausencia de justiça e retidão; minha pecaminosidade implicita e explicita.
Corrige meus erros, perdoa meus pecados e dirige meus passos no teu caminho, pois por mim mesma, meus passos jamais poderiam me dirigir a Ti.

1 comentario:

mulher sem nome dijo...

Bom para refletir,ler seu texto foi como se estivéssemos juntas em um momento de caminhada na trilha, te ouvindo falar reflexiva e melancólicamente sobre si mesma,amei a oração,é a que preciso fazer todos os dias.
Corrige meus erros, perdoa meus pecados e dirige meus passos no teu caminho, pois por mim mesma, meus passos jamais poderiam me dirigir a Ti. Um beijo.